sábado, 8 de fevereiro de 2014

Histórias de Submarinos Alemães na Grande Guerra

“La Terreur des Mers: Mes Aventures en Sous-Marin 1914-1918” de Max Valentiner, e “Raiders os the Deep” de Lowell Thomas.


“La Terreur des Mers" 

O livro foi traduzido do alemão em 1931, por P. Teillac, Capitão-de-Fragata, à data na reserva. O autor, Max Valentiner, escreve as sua memórias enquanto comandante de submarinos (submersíveis). A informação que nos disponibiliza, tirando as emoções normais de uma autobiografia, é de uma extrema relevância para a história militar e naval portuguesa durante a Grande Guerra.

A sua actividade junto ao Estreito de Gibraltar, o que implica uma interacção directa com a zona naval do Algarve e a sua arrojada missão sobre os Açores e Madeira, que implicou o afundamento de três navios na Baía do Funchal com o seu U-38.




"Raiders of the Deep"

O livro apresenta um vasto conjunto de histórias que o autor, Lowell Thomas Jr., foi juntando de relatos que homens de antigas guarnições de submarinos lhe contaram. Neste seu livro teve o cuidado de não fazer julgamentos sobre os acontecimentos narrados, mas simplesmente reproduzir essas histórias como aventuras.

Em particular é interessante conhecer o relato de Lothar von Arnauld de La Priére, comandante do U-139, quando descreve o seu “last big fight”, o qual foi contra os portugueses do caça-minas "NRP Augusto Castilho", comandado pelo 1º Tenente José Botelho de Carvalho Araújo.

 Von Arnauld afirma que “those Portuguese fought like devils”.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Defesa do porto de Lisboa

Anais do Clube Militar Naval

No seu número 1 de Janeiro de 1916 a revista apresenta a intervenção do 1º Tenente Carlos de Sousa Leal, intitulada "Considerações gerais sobre a defesa do porto de Lisboa". A conferência teve lugar no Clube Militar Naval, em 25 de Janeiro do 1916.

É extensa, com 21 páginas, onde são abordadas questões como a necessidade de meios de defesa na frente de terra, aquisição de artilharia de grande calibre, pontos a serem defendidos a norte e sul da barra do Tejo, a utilização de torpedos, a falta de pessoal e a aquisição de submarinos.

É muito interessante a abordagem e é um texto que marca a preocupação da Marinha no delinear da defesa de Lisboa.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Memórias de um Ministro de Alfonso XIII

Memorias de un ministro de Alfonso XIII: Niceto Alcalá-Zamora (1877-1930)

 
Publicado por Jorge Fernández-Coppel Larrinaga, autor de vários artigos sobre Niceto Alcalá-Zamora, é um académico correspondente da Real Academia de História de Espanha.


Com o subtítulo de “los diarios robados del presidente de la segunda república”, os quais terão sido escritos por volta de Dezembro de 1923, recordam o trabalho de Alcalá-Zamora enquanto ministro de Alfonso XIII e total oposição à ditadura de Primo de Rivera e ao Rei que a apoiava.


Madeira e Aço

O Ressurgimento da Armada Espanhola


De Madera y Acero: el resurgir de la Armada Española foi publicado por Carlos Canales Torres e Miguel Del Rey Vicente.


Carlos Canales Vicente é Advogado, escritor e membro da Associação Napoleónica Espanhola e antigo director da revista “Ristre Napoleónico”. Miguel Del Rey Torres é escritor e também foi director da revista “Ristre Napoleónico”. É um especialista em história militar. Juntos integram o projecto norte-americano de história Edge & Cleaver.

Faz uma antologia da história naval desde o século XIX em Espanha até à proclamação da II República em 1931.


É interessante a referência à passagem da armada espanhola pelo arquipélago de Cabo Verde em Abril de 1898, quando tomou o rumo para Cuba.


Os Submarinos Espanhóis

Isaac Peral: Historia de una Frustación

Engenheiro Naval Isaac Peral






Publicado por Agustín Ramón Rodrígues González, Doutor em História, professor no Instituto da Universidade de San  Pablo e um reconhecido especialista da naval de Espanha, apresenta uma documentada biografia do engenheiro naval Isaac Peral e do seu grande projecto de construção de submarinos em Espanha.

Afonso XIII e Cambó

Alfonso XIII y Cambó: La monarquía y el catalanismo político


Publicado pelo Professor Borja de Riquer i Permanyer, catedrático de História Contemporânea na Universidade Autónoma de Barcelona, faz uma aproximação às complexas relações entre o Rei Alfonso XIII e Cambó, no contexto político do desenvolvimento da influência da política catalã em Espanha, com um realce importante para o esgotamento dos partidos dinásticos durante o período da Grande Guerra, culminado na queda da monarquia em 1931.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Tubarões de Aço


Tiburones de acero. La guerra submarina en el levante español (1914-1918).por Rio Pellon, José Angel Del; Perez Adan, Luis Miguel

Durante a Grande Guerra as costas do levante mediterrânico espanhol foram cenário de uma história muito desconhecida: a actividade dos submarinos alemães, que operavam desde refúgios secretos e que atacavam o trafego marítimo aliado ou neutro naquela zona do Mar Mediterrâneo.

As autoridades da Marinha espanhola consentiram, ou pelo menos olhavam para outro lado quando os submarinos alemães se reabasteciam nos portos espanhóis, principalmente no porto de Cartagena.


O numero de afundamentos nas costas mediterrâneicas espanholas tiveram tamanha repercussão que chegou a provocar grandes dificuldades diplomáticas a Alfonso XIII e mesmo a por em causa o estatuto de neutralidade que a Espanha manteve durante o conflito.