domingo, 27 de maio de 2012

Revolta de 14 de Maio de 1915 em Portugal vista por Espanha


Manifestação de 14 de Maio de 1915, Lisboa (Av. Liberdade) 

Em Portugal a revolta causou cerca de 200 mortos e cerca de 1 000 feridos. Esta situação fez com que os governos de Espanha, França e Inglaterra tivessem enviado navios de guerra para o Tejo (Lisboa), com a finalidade de defender os seus nacionais. Assim, Espanha enviou uma esquadra de três navios, o Couraçado España, o Torpedeiro 3 e o Torpedeiro 5, que chegaram a 18 de Maio. No entanto o Torpedeiro 5 chegou mais tarde porque se reteve em Huelva para abastecimento antes de seguir para Lisboa.


Manifestação de 14 de Maio de 1915, Lisboa (Largo da Câmara Municipal)


Em Madrid o Primeiro-ministro Dato informou os jornalistas que desta força naval não tinham sido desembarcados quaisquer tropas em Lisboa, e que a única excepção tinha sido o próprio comandante do Couraçado España que tinha desembarcado, vestido à civil, para se ir colocar à disposição do embaixador de Espanha em Lisboa. Com este comunicado desmentiu que teria sido necessário a intervenção dos marinheiros espanhóis para libertar a embaixada.

Nesta comunicação os jornalistas espanhóis foram informados que o representante de Portugal esteve na Presidência do Conselho, e depois se reuniu com o Sr. Dato e o Ministro da Marinha.

Também houve o esclarecimento de que os rumores sobre uma situação de tensão entre Madrid e Lisboa não se confirmavam e que as comunicações telefónicas se tinham mantido sempre abertas. O embaixador de Portugal mostrou grande empenho em afirmar que a ordem em Portugal se tinha restabelecido.

Na imprensa espanhola foi publicado que na imprensa portuguesa, de 18 de Maio, havia a indicação de que os barcos espanhóis tinham sido recebidos com tranquilidade e se reconhecia que o envio desses barcos tinha sido no cumprimento do dever do Governo Espanhol de defender os seus súbditos que se encontravam em Portugal.




Links:

sábado, 14 de abril de 2012

Arquivo da Fundação Portuguesa das Comunicações

         
Capitão Humberto Serrão (CEP 1917-1919)


Continuando a pesquisas de fontes sobre os Portugueses na Grande Guerra encontrei o espólio do Capitão Humberto Serrão, responsável pelo Serviço Postal Militar, durante o período de 1917 a 1919 em França.

O seu espólio encontra-se à guarda da Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, e é consultável. Em particular é muito interessante verificar as movimentações dos postos de correio, com a evolução da frente de combate (front).

A documentação é consultável nas seguintes caixas: EHS/CX1, EHS/CX2 e EHS/CX3.  

Por último não posso deixar de agradecer a colaboração dada pelos serviços de arquivo desta instituição e em particular da Dr.ª Manuela Cruz.

Carlos Alves Lopes


sexta-feira, 2 de março de 2012

Arquivo Histórico da Cruz Vermelha

Só posso dizer que não podia ter sido melhor recebido no dia 27 de Fevereiro de 2012. Existe na verdade uma grande vontade de ajudar o próximo.

Os meus agradecimentos

Carlos Alves Lopes

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A Cruz Vermelha Portuguesa e a Saúde no primeiro quartel do século XX

Hoje foi comemorado o 147º aniversário da Cruz Vermelha Portuguesa.
Do programa do seminário que ocorreu destacou-se o Orador Almirante Médico Luiz Gonzaga Ribeiro com a exposição do tema "A Cruz Vermelha Portuguesa: História e Memória"


A exposição de alguns artigos relativos à história da Cruz Vermelha Portuguesa, principalmente referentes à sua intervenção junto do CEP, entre 1917-18, representou um ponto importante do programa do seminário.


Carlos Alves Lopes

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Primeira Página

Caros Amigos,

Inicio este blog como site um de apoio ao www.momentosdehistoria.com para que de uma forma mais interactiva seja possível dialogar e encontrar sugestões.

Pretendo com esta acção criar um ligação com aqueles que estão interessados em desenvolver o tema "Os Portugueses na Grande Guerra".

Saúde e Fraternidade