domingo, 5 de janeiro de 2014

Os Submarinos Espanhóis

Isaac Peral: Historia de una Frustación

Engenheiro Naval Isaac Peral






Publicado por Agustín Ramón Rodrígues González, Doutor em História, professor no Instituto da Universidade de San  Pablo e um reconhecido especialista da naval de Espanha, apresenta uma documentada biografia do engenheiro naval Isaac Peral e do seu grande projecto de construção de submarinos em Espanha.

Afonso XIII e Cambó

Alfonso XIII y Cambó: La monarquía y el catalanismo político


Publicado pelo Professor Borja de Riquer i Permanyer, catedrático de História Contemporânea na Universidade Autónoma de Barcelona, faz uma aproximação às complexas relações entre o Rei Alfonso XIII e Cambó, no contexto político do desenvolvimento da influência da política catalã em Espanha, com um realce importante para o esgotamento dos partidos dinásticos durante o período da Grande Guerra, culminado na queda da monarquia em 1931.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Tubarões de Aço


Tiburones de acero. La guerra submarina en el levante español (1914-1918).por Rio Pellon, José Angel Del; Perez Adan, Luis Miguel

Durante a Grande Guerra as costas do levante mediterrânico espanhol foram cenário de uma história muito desconhecida: a actividade dos submarinos alemães, que operavam desde refúgios secretos e que atacavam o trafego marítimo aliado ou neutro naquela zona do Mar Mediterrâneo.

As autoridades da Marinha espanhola consentiram, ou pelo menos olhavam para outro lado quando os submarinos alemães se reabasteciam nos portos espanhóis, principalmente no porto de Cartagena.


O numero de afundamentos nas costas mediterrâneicas espanholas tiveram tamanha repercussão que chegou a provocar grandes dificuldades diplomáticas a Alfonso XIII e mesmo a por em causa o estatuto de neutralidade que a Espanha manteve durante o conflito. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A Primeira Guerra Mundial no Estreito de Gibraltar


Doutorada em história contemporânea, Caronina García Sanz é professora na Universidade de Sevilha no Departamento de História Contemporânea.
Neste seu livro, La Primera Guerra Mundial en el estrecho de Gibraltar : economía, política y relaciones internacionales, (Abril 2012) apresenta o resultado de um longo período de investigação sobre esta matéria. Existe ainda um outro seu trabalho, em forma de paper, designado Gibraltar 1914-1918: guerra y comercio aliado en el Mediterráneo, que pode ser obtido através de download no site da Universidade de Sevilha.
São dois trabalhos interligados e que dão um verdadeiro realce ao papel que a Base Naval de Gibraltar teve durante a Grande Guerra e a respectiva interação com a neutralidade de Espanha.
Uma vez perdida a Batalha de Galipoli, a Entente centrou todos os esforços na segurança da entrada atlântica do Mar Mediterrânea. Aqui se centraram as lutas para manter abertas e as rotas comerciais e as comunicações navais, tornando-se a chave para obtenção da supremacia naval aliada.

Este livro em conjunto com outros dois foram as minhas últimas aquisições sobre a história de Espanha durante a Grande Guerra. Os outros dois livros foram:
  • Estudios sobre el Reinado de Alfonso XIII, de Carlos Seco Serrano, 1998;
  •  En El Barranco del Lobo, Las Guerras de Marruecos, de María Rosa de Madariaga, 2005.
 



  

domingo, 26 de agosto de 2012

Alberto Sousa Costa (1879-1961)


Alberto Mário de Sousa Costa nasceu a 10 de Maio de 1879, em Vila Pouca de Aguiar, filho de António de Sousa Costa, escrivão de Direito naquela vila e de Tomásia da Conceição Gomes Costa. Foi nesta cidade que aprendeu as primeiras letras e mais tarde em Vila Real frequentou o liceu, passando a viver nesta cidade com os seus pais. A sua passagem pela Universidade de Coimbra, para frequentar o curso de Direito, foi num primeiro momento efémera, regressando a Vila Real em 1898 ou inícios de 1899.


1918

1935


Desde Junho de 1911 até 1919 foi secretário da Tutoria Central da Infância, colaborando com António de Oliveira na redacção do decreto que criou este organismo. Mais tarde, foi representante do Ministério Público e secretário do Tribunal do Comércio, até o ano de 1932.

Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências, sócio correspondente da Sociedade Martins Sarmento e sócio correspondente do Instituto de Coimbra.

Colaborou em jornais e revistas nacionais e estrangeiros: Diário de Notícias, O Século, Primeiro de Janeiro, Jornal O Dia), Revista Eva, Sempre Fixe, Ilustração Portuguesa, Jornal Notícias de Lourenço Marques, A Voz, entre outros.

Da sua obra literária destacam-se alguns dos seguintes trabalhos:


Romances, Contos e Novelas

Os que triunfam, 1901;

Excêntricos, 1907;

Fruto Proibido (Cenas da vida de Coimbra), 1909;

Sempre Virgem (Cenas da vida de Lisboa), ????;

Ressurreição dos Mortos (Cenas da vida do Douro), 1914;

Coração de Mulher (1915);

Regresso à Felicidade ????

A Pecadora, 1917;

Canto do Cisne, 1927;

Duas vezes amantes (Romeu e Julieta), ????

Amor 1º, o Cruel (romance duma carioca), ????;

Uma Divorciada, 1928;

Como se faz um Ladrão, 1931;

Miss Século XX, 1931





Evocações Históricas

I – Páginas de Sangue, (Brandões, Marçais & C.ª), 1919;

II – Páginas de Sangue, (Buiças, Costas & C.ª), 1930;

III – Heróis Desconhecidos (Lisboa Revolucionária), 1935.



Crónicas

Milagres de Portugal, 1925;

O Primitivo Teatro Português e o Teatro da Nova Rússia 1934;

Mapa Falado de Portugal, 1936.

Grandes Dramas da História, 1940;

Grandes Dramas Judiciários, 1947;

Entre Duas Labaredas, 1947;

Camilo, no Drama da sua vida, 1959;

O Córgo – Vida e obras dum rio, 1961.



Teatro

Como se vigiam mulheres (comédia), ????;

Que vergonha (farsa), ????;

Frei Satanás (drama), 1921;

A Marquesinha (drama), 1923.




Heróis Desconhecidos (Lisboa Revolucionária)



São 370 páginas que abarcam o período desde o Regicídio em 1908 e termina em 19 de Outubro de 1922. Foi editado pela Livraria Editora Guimarães & C.ª, Lisboa, 1935

Foi intenção do autor reconstruir as revoluções e as emoções que as suas personagem sentiram, apresentar visões sectárias sobre as revoluções, mas também uma visão equidistante entre as verdades brancas e vermelhas.

O seu trabalho incide sobre:


I – A Revolução de 5 de Outubro de 1910

II – A Revolução de 14 de Maio de 1915

III – A Revolução de 5 de Dezembro 1917

IV – A Revolução de 23 de Dezembro de 1918

V – A Revolução de 19 de Outubro de 1921

VI – A Revolução de 7 de Fevereiro de 1927

VII – A Revolução de 26 de Agosto de 1931


 

Fontes Bibliográficas
 
  • Portugal Século XX - Portugueses Célebres, Lisboa: Círculo de Leitores, 2003, página 97
  • Grandes Momentos da História (Sousa Costa)
  • Dissertação de Mestrado de Alexandra Maria da Silva Vidal, O Arquivo Pessoal do Escritor Alberto Mário de Sousa Costa (1879-1961),

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Bandeiras de Marinha 1914-18

 Marinhas de Guerra e Mercantes


Austria, Belgica, Dinamarca, França e Alemanha
 
Grécia, Holanda, Itália, Noruega e Portugal
 
Rússia, Espanha, Suécia, Turquia e Estados Balcânicos

Estados Unidos, Argentina, Chile, Brasil e Peru



Japão, China, México, Salvador, Colombia, Sião, Venezuela, Uruguai, Honduras ...




quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Defesa Aérea - Costa do Algarve

A Estação Aeronaval da Ilha da Culatra (Algarve)

Por convenção realizada com o Governo Francês, em Setembro de 1917, deveriam ser instaladas duas estações aeronavais francesas no continente, a de São Jacinto (Aveiro) e a da Culatra (Algarve), no entanto, e apesar de vária iniciativas nesse sentido, por falta de pessoal especializado e demora na construção das infra-estruturas não se chegou a activar totalmente a Estação Aeronaval do Algarve até ao fim do conflito.

A Ilha da Culatra, também conhecida localmente por "Ilha dos Hangares" fica ao concelho de Faro, mas é através de Olhão que o acesso à Ilha se faz de forma mais privilegiada, está integrada no Parque Natural da Ria Formosa e faz parte do conjunto de ilhas que delimitam a Ria e a protegem do Oceano Atlântico.

Apesar de parcialmente construída ainda chegou a ter alguma utilização no final da guerra, mas com o fim da mesma em Novembro de 1918 a Estação Aeronaval nunca chegou a ser oficialmente inaugurada. Posteriormente as instalações foram utilizadas como infra-estruturas de apoio à zona do campo de tiro da Marinha ali instalado.

Edifício do Posto de Comando da Estação Aeronaval da Culatra
A decisão de implantar na Ilha da Culatra a base dos hidroaviões franceses esteve ligada à possibilidade de utilizar o espelho de água da Ria Formosa como pista operacional e ainda o farol de navegação marítima aí instalado. A Estação estava equipada com um posto de TSF para comunicação com os aparelhos de patrulha que também estavam equipados com TSF.


Bases da Marinha no Algarve

A zona de saída do Estreito de Gibraltar era uma zona de alto risco, uma vez que os submarinos alemães aí se posicionavam para interceptar os navios de transporte que faziam a passagem para e do Mediterrâneo.


Bibliografia:

Martins, Ferreira (1934), "Portugal na Grande Guerra", Vol. II, Lisboa, 1º ed., Empresa Editorial Ática

Presença Militar na Ilha da Culatra